Bem vindo! Bienvenido! Welcome!

Bem vindo a / Bienvenido a / Wemcome to
http://ruimesquita.wordpress.com/

Este é um novo sitio para os textos que estavam antes em…
Ese es el nuevo sitio para los textos que estaban antes en…
That’s a new place for all texts that were before at…
www.igloo.org/politica

Contrastando Desenvolvimentos e Realidades: em Busca de Alternativas

CONTRASTANDO DESENVOLVIMENTOS E REALIDADES: EM BUSCA DE ALTERNATIVAS

Por Rui Mesquita Cordeiro
Pensamento & Realidade – Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Administração – FEA. ISSN 2237-4418, v. 27, n. 2 (2011)

RESUMO DO ARTIGO

O Desenvolvimento, como um campo de estudo e como uma prática planejada, tem estado em destaque desde o final da Segunda Guerra Mundial e da criação das Nações Unidas, na década de 1940. Com a disputa entre capitalismo e socialismo que dividiu o mundo durante a Guerra Fria, um bloco de países e de pensadores não alinhados gerou toda uma corrente de pensamento sobre Desenvolvimento Alternativo, para além da dicotomia ideológica por detrás da Guerra Fria. A busca de alternativas de modelos de desenvolvimento leva pensadores e movimentos sociais a teorizar e praticar novos campos de ideias e projetos, desenvolvendo conceitos e abordagens como as de pós-desenvolvimento, de desenvolvimento centrado em pessoas, de modernidades alternativas, dentre outras. O artigo contrasta as ideais de desenvolvimento alternativo com a dicotomia capitalismo-socialismo, e faz um mini estudo de caso ilustrativo com a Rede de Resistência Solidária, de Recife.

Download do Artigo Completo (versão publicação PDF): http://revistas.pucsp.br/index.php/pensamentorealidade/article/view/7869

e-ISSN: 2237-4418
ISSN Impresso: 1415-5109

Revista Pensamento & Realidade

Revista Pensamento & Realidade

Revista Pensamento e Realidade: v. 27, n. 2 (2011)

Revista Pensamento e Realidade: v. 27, n. 2 (2011)

Para conhecimento geral: Afirme-se entra com representação contra O Globo por veto a anúncio

Afirme-se entra com representação contra O Globo por veto a anúncio

Por Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA

A campanha Afirme-se – de defesa das políticas afirmativas- entrou com uma representação judicial contra o jornal O Globo na tarde da última segunda-feira (8). A organização não governamental baiana Omi-Dudú, que defende as ações em benefício dos afro-descendentes, alega que o veículo carioca cometeu prática econômica abusiva ao elevar em mais de 1300% o valor de anúncio da campanha.

A representação foi protocolada no Ministério Público do Rio Janeiro, a pedido do advogado João Fontoura Filho, que representa a campanha nacional. Na ação, os organizadores da Afirme-se afirmam que o jornal praticou abuso ao vetar um anúncio sobre políticas de ações afirmativas e cotas.


Segundo Fernando Conceição, professor universitário e coordenador da campanha, acordo prévio com quatro jornais (O Globo, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e Jornal A Tarde) firmava compra de espaço editorial para veiculação do anúncio. Nos jornais paulistas e no veículo baiano, a campanha foi publicada no dia 3 de março. No total, segundo a ONG, foram gastos mais de R$ 108 mil.

A campanha é realizada pela agência Propeg, que intermediou o contato com os jornais. Em O Globo, após consulta prévia, Conceição diz que o preço do anúncio foi fixado em R$ 54 mil. Após análise do material, o coordenador alega que o jornal retrocedeu e aumentou o preço para R$ 712 mil, inviabilizando a compra do espaço.

“Depois do envio do material a ser publicado, para nossa surpresa o jornal mudou de ideia, alegando que o conteúdo é expressão de opinião, sendo conteúdo editorial e não publicitário”, disse Conceição.

O anúncio faz coro para que as ações afirmativas sejam mantidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao enaltecer as melhorias na relação econômica e social entre brancos e negros, a campanha cita estudo do Datafolha, entre 2006 e 2008, de que “60% da população é favorável” às políticas de inclusão no ensino universitário.  A peça acrescenta, porém, que “tudo pode acabar se o Supremo decidir pela inconstitucionalidade das cotas”. 

Na representação, os autores pedem que, em caso de comprovada irregularidade, o jornal seja punido e obrigado a publicar o anúncio a preço simbólico ou de forma gratuita.

A reportagem do Portal IMPRENSA tenta contato com o jornal O Globo para comentar o episódio.

***************************************

Fontes:

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/03/09/imprensa34230.shtml

http://www.geledes.org.br/noticias/afirme-se-entra-com-representacao-contra-o-globo-por-veto-a-anuncio.html

http://nogueirajr.blogspot.com/2010/03/afirme-se-entra-com-representacao.html

http://news.afrobras.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=218:movimento-afirme-se-entra-com-representacao-contra-o-globo&catid=34:noticias&Itemid=55

http://www.direitoacomunicacao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6269&Itemid=9

http://www.stu.org.br/?q=node/575

http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=5069&Itemid=47

http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/

http://www.google.com.br/search?hl=en&source=hp&q=Afirme-se+entra+com+representa%C3%A7%C3%A3o+contra+O+Globo+por+veto+a+an%C3%BAncio&aq=f&aqi=&aql=&oq=

Mídia e Relações Raciais no Brasil

Cooperação internacional e sociedade civil discutem mídia e relações raciais no Brasil

Encontro abordou cobertura da grande mídia à questão racial e crescimento do debate sobre políticas de igualdade racial na sociedade brasileira
A presença dos negros na mídia e o noticiário da questão racial no Brasil estiveram em discussão na última terça-feira (19/1), no Rio de Janeiro, em reunião organizada pela Fundação Ford. O encontro reuniu cerca de 30 pessoas, entre representantes do movimento negro, jornalistas, pesquisadores, organizações de mídia e advocacy, governo brasileiro, agências de cooperação internacional e Nações Unidas.
 
Com a mediação de Geraldinho Vieira, consultor da Fundação Ford e vice-presidente da Andi (Agência de Notícias de Direitos da Infância), a discussão abordou a cobertura da grande mídia à temática da igualdade racial e a intensidade do debate público sobre as políticas públicas e de ação afirmativa voltadas aos afro-brasileiros. Para a representante da Fundação Ford no Brasil, Ana Toni, a conjuntura apresenta a oportunidade de “investimentos em ações pedagógicas e mais próximas da mídia” em favor da temática etnicorracial a partir de projetos como observatórios e agências de notícias, produção de conhecimento e fortalecimento de projetos de mídia etnicorracial. A reunião deu sequência a encontro realizado, em setembro de 2009, entre cooperação internacional e movimento negro.
 
No encontro, foram apresentadas três pesquisas sobre a cobertura da grande imprensa sobre a questão negra. Cida Bento, uma das coordenadoras do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), apresentou uma pesquisa com os principais jornais brasileiros e revistas semanais no período de 2001 a 2008. O estudo verificou prevalência do discurso anticotas e políticas de ações afirmativas, abordagem da problemática do racismo pelas equipes de reportagem durante a divulgação das pesquisas com recorte etnicorracial pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Há concentração na divulgação das pesquisas e depois o tema praticamente some. Existe pouco proveito do tema em colunas, artigos e editoriais”, destacou Cida Bento.
 
Rachel Mello, diretora do Instituto de Pesquisa da FSB Comunicação, apresentou os resultados da sua dissertação de mestrado em Comunicação na Universidade de Brasília sobre a análise de discurso dos editoriais do jornal O Globo sobre a questão negra. A jornalista Carolina Trevisan, consultora da W.K. Kellogg Foundation, revelou a análise das coberturas da grande imprensa, em 2009, sobre o Estatuto da Igualdade Racial. Segundo ela, a marca mais presente é o desequilíbrio em desvantagem aos negros no que se refere às possibilidades de exposição de ideias, embora tenha observado coberturas que se diferenciaram. “A melhor cobertura da aprovação do Estatuto foi feita pelo jornal Correio Braziliense, sobretudo pelo espaço equilibrado que dedicou ao tema e por um artigo que se diferenciou de todos os outros, que contextualiza a criação do Estatuto e, portanto, dá ao leitor a dimensão real do que significa a sua aprovação”, ressaltou ela.
 
Mobilização social e mídia
A reunião destacou alguns momentos em que a agenda pela igualdade racial estará em evidência durante o ano, como as audiências públicas no STF (Supremo Tribunal Federal) para apreciação da constitucionalidade da reserva de vagas para negros nas universidades, a rodada do censo em que a autodeclaração etnicorracial estará no questionário base e a preparação das cidades brasileiras para os Jogos Olímpicos, como lembrou Rebecca Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul.

Para Sueli Carneiro, diretora de Geledés Instituto da Mulher Negra, “as ações devem ser articuladas com a dita mídia alternativa e encontrar caminhos coletivos de contra-discurso ao discurso hegemônico, que reconfigura a democracia racial no Brasil”. De acordo com Veet Vivarta, presidente da Andi, a agência pode contribuir a partir de sua experiência, embora a questão racial apresente outros desafios.
 
Com atuação em mídia e advocacy, Jacira Melo, coordenadora da Agência de Notícias Patrícia Galvão, apontou a necessidade de avançar no Brasil a discussão sobre novo marco regulatório dos meios de comunicação e que os projetos de comunicação devem considerar a potencialidade da convergência digital. “Precisamos estar mais equipados e com melhores ferramentas para garantir o tema na mídia”, disse Jacira Melo. Novo marco regulatório e distribuição de recursos para diferentes grupos de mídia foram os pontos defendidos por Martvs das Chagas, subsecretário de Ações Afirmativas da Seppir.
 
Conhecimento: melhores produções
Entre os pesquisadores negros, a aposta é a produção de conhecimento para compreensão da relação mídia e racismo. Raquel Souza, da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, já apresentou projeto da ABPN para a realização de pesquisas sobre mídia e racismo e incentivou as parcerias. “Temos de ter um esforço coletivo para ir além dos esforços isolados”, pontuou.
 
O professor universitário Júlio Tavares, da Universidade Federal Fluminense, citou o projeto A Cor da Cultura – série de documentários sobre a história dos afro-brasileiros produzidos pelo Canal Futura – como experiência bem-sucedida. Para o professor Fernando Conceição, da Universidade Federal da Bahia, a formação profissional do jornalista e o trabalho com a categoria são fatores importantes para melhorar a cobertura da temática negra na imprensa e o debate sobre racismo no Brasil. Representante da mídia negra, o Instituto de Mídia Étnica apresentou sua parceria com o jornal A Tarde, de Salvador, para formação de jornalistas negros e de disponibilizar o Instituto para o aperfeiçoamento de novos jornalistas, além do trabalho do Instituto junto às faculdades de Comunicação da Bahia.
 
A reunião teve as presenças da Cojira-Rio (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial), Inesc (Instituto Nacional de Estudos Socioeconômicos), Geledés, CEERT, Andi, Instituto Patrícia Galvão, CEPIR-RJ (Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Rio de Janeiro), Fundação Ford, W.K. Kellog, Oxfam, Fundação Avina, Action Aid, IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro),  UFRJ, UFBA, Instituto FSB Pesquisa, UNICEF e UNIFEM Brasil e Cone Sul.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.