Fundações Privadas, Juventudes e Desenvolvimentos

O Papel de uma Fundação Privada na Ajuda às Comunidades para Engajar os Jovens nos Processos de Desenvolvimento Local Sustentável

 

(Ou o papel de uma fundação privada na ajuda à juventude para engajar as comunidades nos processos de desenvolvimento local sustentável?)

 

 

Por

Rui Mesquita Cordeiro

rui@cidadania.org.br

 

Haia, Holanda

1 de novembro de 2006

 

Na verdade as fundações privadas possuem muitas funções.

Sua condição especial, de estar entre os tipos de organizações sem fins lucrativos mais autônomas e independentes nos dias de hoje, as torna muito especiais e únicas. Além disso, fundações são organizações que geralmente reúnem tipos de lideranças muito especiais, como líderes de empregados (Greenleaf and Spears 2002), o que as transforma em organizações naturais de empregados (Greenleaf 1977). A fim de explorar esta singularidade com relação à juventude e ao desenvolvimento, comecemos pelo início do pensamento sobre desenvolvimento.

Desde 1950s, pesquisadores e médicos na área de desenvolvimento têm se concentrado muito em descobrir e compreender maneiras de superar a pobreza e promover a justiça em nosso injusto cenário mundial. Juntamente ao processo, muitos atores e problemas foram identificados como cruciais para o desenvolvimento, como mulheres e meio ambiente. A juventude vem juntamente com este processo, a maioria como um problema percebido, mas também como atores sociais. Como um problema, a juventude é vista como o alvo do desenvolvimento, um grupo de idade que deve ser protegido e preparado para ter uma vida adulta saudável e produtiva; como atores, a juventude usa sua agência para promover sua agenda política e interesses dentro da sociedade, a partir da compreensão e desenvolvimento da própria juventude.

A singularidade de se trabalhar com a juventude para fins de desenvolvimento, é que a juventude é a única que atravessa a toda a sociedade[imagem 1] e muda de “categoria”; todos aqueles que são jovens hoje irão, sob circunstâncias normais da vida, se tornar adultos amanhã. Outros atores vivem sua exclusividade presos em condições menos variáveis (embora, certamente, não estejam congelados), seja de gênero, etnia, cultura ou outros. Esta condição mais variável torna a juventude em um segmento que é muito importante para transmitir mudanças (de estruturais para locais) por gerações, uma vez que aqueles que experimentam alto nível de delegação de autoridade enquanto jovens, certamente prestarão mais atenção ao relacionamento jovem-adulto nas gerações que estão por vir. Outro fator importante ainda é que com o passar do tempo, a pobreza [assim como a riqueza] é passada de pais para filhos, criando um ciclo de pobreza intergeracional (Morán and Aldaz-Carroll 2001; Morán 2004; WKKF 2005a; Thompson 2006a) que deve ser quebrado para interromper o desenvolvimento da pobreza e recuperar o desenvolvimento. Mais uma vez, a condição transitória de ser jovem é percebida aqui como um meio essencial para combater a pobreza e atingir níveis de desenvolvimento adequados e justos.

Além disso, o papel do jovem no desenvolvimento parece estar mudando muito rapidamente. Após o feminismo (década de 50 e 60), ambientalismo (década de 60 e 70), democracia (década de 80 e 90) e segurança (anos 2000), a juventude parece ser o novo assunto a aflorar em práticas e estudos de desenvolvimento nos anos 2000. Algumas evidências são encontradas em um amplo espectro, desde nosso sistema de governança global até as comunidades. Por exemplo, após grandes conferências e festivais sobre a juventude e o desenvolvimento realizados em Senegal, Portugal e Panamá, em abril de 2005 as Nações Unidas lançaram seu relatório “Youth and the Millennium Development Goals” [A Juventude e as Metas de Desenvolvimento do Millenium] (UN 2005b), seguidos, seis meses mais tarde, por seu “World Juventude Report 2005: Young People today and in 2015” [Relatório Mundial de 2005: Jovens de hoje e 2015] (UN 2005a). Logo após, em setembro de 2006, foi a vez do Banco Mundial lançar seu Relatório sobre Desenvolvimento Mundial em 2007, intitulado “Development and the Next Generation” [O Desenvolvimento e a Próxima Geração] (WB 2006), completamente voltado à educação, emprego, saúde, família e cidadania dos jovens. Além dessas grandes organizações intergovernamentais, outras ONGs independentes voltadas ao desenvolvimento também estão prestando mais atenção aos jovens na sociedade, como a Fundação W.K. Kellogg e seu programa de parceria com a juventude na América Latina (Tancredi 2005; Thompson 2006b) e a Oxfam Austrália com seu Parlamento Internacional da Juventude (Oxfam 2000/2003), entre outros. Porém instituições acadêmicas internacionais estão agora reconhecendo a importância do campo de juventude e desenvolvimento. Na Holanda, por exemplo, O Instituto de Estudos Sociais (www.iss.nl), juntamente com outras instituições, já tinha criado um “Centro Internacional de Estudos da Criança e da Juventude”; além disso, está agora lançando seu novo programa máster em “Estudos da Criança e da Juventude”. Embora misturar assuntos de criança e juventude, já seja um claro indicativo do interesse público sobre a juventude e o desenvolvimento.

Ao analisar estas novas abordagens, surge um importante diferença especialmente entre as organizações intergovernamentais e ONGs voltadas ao desenvolvimento: o primeiro grupo está principalmente voltado à juventude como grupo alvo a ser transformado e protegido pela sociedade; enquanto, o segundo parece estar investindo no jovem como um ator real capaz de transformar a sociedade positivamente. Além disso, junto com o primeiro grupo, podemos facilmente acrescentar os governos e suas políticas públicas voltadas à juventude, que objetiva apenas a juventude como um grupo etário, não levando em consideração as políticas da juventude, uma distinção que podemos tornar mais claras posteriormente neste documento.

A chave para o esclarecimento aqui é que tal conclusão deriva apenas da análise da WKKF e a da Oxfam Austrália, duas organizações bem mais independentes; portanto, não pode ser generalizado para todas as ONGs voltadas ao desenvolvimento. Na verdade, muitos ainda estão tratando a juventude como grupos alvo ou mesmo não vêm nenhuma necessidade de trabalhar com/para os jovens, especialmente aqueles mais dependentes da ajuda financeira do governo para existir. É importante destacar que isso pode representar um sinal natural e claro do papel diferencial que organizações mais independente, como as fundações privadas, podem ter no campo da juventude e desenvolvimento: a forma como percebem e tendem a se relacionar com a juventude, como ator parceiro na sociedade [imagem 2].

De uma forma ou de outra, a importância da juventude no desenvolvimento parece estar mudando rapidamente, mas através das mãos de atores não jovens. Caso a própria juventude deseje ter alguma atividade ou influencia neste cenário, ela precisará se esforçar mais para isso. Algumas possíveis explicações para esta mudança podem estar em diferentes razões; entre muitas outras, podemos mencionar as seguintes: O atual “estufamento demográfico da juventude” é uma das possíveis razões: “hoje, 1,5 bilhões de pessoas estão na faixa etária de 12-24 em todo o mundo, 1,3 bilhões deles em países em desenvolvimento, o maior nível já ocorrido na história” (WB 2006:4); como mais de 86% da população jovem se encontra em países em desenvolvimento, a partir dos número acima, é quase certo que a armadilha/círculo de pobreza intergeracional (Morán and Aldaz-Carroll 2001; Morán 2004; WKKF 2005b; Thompson 2006a) persistirá; um número considerável de incidentes tem sido atribuído aos jovens nos últimos anos, como a última revolta dos jovens franceses em outubro/novembro de 2005 (Cordeiro 2005a), o estereótipo dos jovens mulçumanos como principais suspeitos de terrorismo (Sullivan and Partlow 2006), e em novembro de 2005 a revolta dos jovens em Recife contra o aumento da passagem do transporte público (Silva 2005); há também, o crescente número de organizações lideradas por jovens (Queiroz 2004), e as mudanças no comportamento político dos jovens (Abramo and Venturi 2000; IBASE and Pólis 2005; Tommasi and Brandão 2006); e finalmente, a percepção dos jovens como potenciais atores para promover mudança positiva e abordar tanto os problemas da juventude como o desenvolvimento da sociedade como um todo (Oxfam 2000/2003; Rocha et al. 2005; Tancredi 2005).

Esta diferença de percepção da juventude como grupo alvo, e não como atores na sociedade, pode camuflar outra importante distinção entre o campo da juventude e desenvolvimento: a política para a juventude vs. a política da juventude. De um lado, as políticas da juventude tendem a objetivar os jovens, seja por uma abordagem baseada nas necessidades ou um abordagem baseada nos direitos. Isso é observado não apenas nas políticas governamentais da juventude, mas também nas políticas da sociedade civil com relação à juventude. Por outro lado, a agenda política dos atores liderados pela juventude vai bem além das políticas da juventude e geralmente privilegiam questões e problemas da sociedade, ao invés de apenas questões e problemas da juventude. Isso se deve ao fato de a juventude, como um ator claro na sociedade, estar distante de estar interessado em seus próprios problemas na juventude. Esta condição de estar em mudança de categorias (da juventude para idade adulta), faz com que se preocupem com problemas muito mais amplos e da sociedade, como meio ambiente, paz, processos econômicos, políticas em geral etc. (Cordeiro 2006b). É por esta razão que os movimentos liderados pela juventude sempre precisam de um complemento para seus nomes, como: movimentos da juventude pela paz, movimentos da juventude pelo meio ambiente, até mesmo movimentos da juventude pela juventude e assim por diante.

Para esclarecer melhor, deixe-nos fazer a distinção entre um movimento pró-juventude e um movimento conduzido por jovens. O primeiro é composto por qualquer pessoa (jovem ou não) ou por qualquer organização (conduzida ou não por jovens) que compartilhem do objetivo comum de lutar por políticas pró-juventude e pelo direito dos jovens, enquanto que o segundo é composto por jovens (como indivíduos) e organizações conduzidas por jovens que lutam por uma variedade de assuntos na sociedade. O movimento conduzido por jovens é diverso em sua própria essência; sua natureza e agenda política são igualmente diversas, mas também complementares; e de certa forma está ligada a uma reivindicação maior por mudanças desde as sociedades locais às globais (Cordeiro 2005b). A constituição de um movimento conduzido por jovens tem sua base não só em ativistas jovens, mas principalmente em organizações e redes conduzidas por jovens. Além disso, aparecimentos espontâneos de movimentos liderados pela juventude são os meios encontrados pela juventude para construir sua própria delegação de autoridade como atores nas sociedade [imagem 3]; fora isso, abordagens apenas como participação foram tentadas por atores não liderados pela juventude para tentar delegar poder à juventude.

A dicotomia entre delegação de poder e participação, devido às diferenças entre as abordagens da sociedade em relação à juventude e as abordagens da juventude em relação à sociedade. No Brasil, o protagonismo juvenil (Costa 2001; Costa e Vieira 2006) é a principal estratégia usada por atores não conduzidos por jovens para implementar abordagens baseadas no direito dos jovens; embora, ainda esteja focando a juventude como alvo de suas ações educativas. O seu resultado final é tornar seus jovens em protagonistas de suas próprias vidas em sociedade; sendo isto um fim em si mesmo. Por esse motivo, a participação dos jovens tem sido usada como uma das muitas ferramentas para que os jovens se tornem protagonistas. Como resultado, muitas ONGs e até mesmo governos estão abrindo cada vez mais espaços, com suas próprias pautas, e convidando jovens a participar delas; principalmente para discutir assuntos ligados à juventude, como educação, saúde, emprego, sexualidade problemas relacionados à família, entre outros. Muitas vezes, mesmo sendo bem intencionados, tornam-se facilmente espaços para consulta, e em alguns casos, espaços de tokenismo e manipulação não intencionada, como se pode ver observando-se duas, entre muitas, escadas de participação [imagem 4 e 5].

Pelo contrário, os níveis mais altos de participação de jovens na sociedade são observados quando a delegação de poder vem primeiro; atores liderados por jovens – principalmente os mais organizados não querem necessariamente atender a tais convites de participar das agendas dos outros; também não é seu objetivo ser o alvo de outros atores ou apenas discutir assuntos relacionados aos jovens. Eles se preocupam com a maneira como a sociedade está estruturada, principalmente as comunidades e bairros onde moram (Cordeiro 2006b). Em contradição, os atores liderados por jovens preferem criar seus próprios espaços de delegação de poder, discutir suas próprias agendas políticas em relação à sociedade, ao invés de aceitar o convite externo para participar de espaços para discussão das agendas uns dos outros (ibid.). Para eles, inquietação e associativismo são revelados como a principal estratégia para a construção de sua delegação de poder (ibid.); além disso, esta é a forma que eles encontram para participar de forma ativa da vida em sociedade perante uma relação igual de poder com outros atores na sociedade [imagem 3].

A inquietação é a principal característica demonstrada por muitos indivíduos jovens. A principal fonte de agitação de tais indivíduos recai particularmente em suas preocupações contra a sua situação de privação social, econômica e política, bem como de suas famílias e vizinhos. Naturalmente, isso gera um forte ímpeto de fazer alguma coisa entre estes indivíduos, principalmente contra a imagem abstrata e construída de que para eles representa o sistema atrás da ordem social brasileira: um conjunto aparente de instituições e detentores de poder que estão aptos a tomar a decisão que afeta suas vidas, predominantemente representada por grandes empresas privadas e governos em geral (Cordeiro 2006b). Quando percebem que não estão sozinhos, os grupos conduzidos por jovens são criados, acima de tudo espontaneamente sem qualquer agente externo para facilitar o processo (ibid.). Estes grupos estão ligados pela amizade e/ou laços de identidade, e quando alcançam objetivos e propostas mais claros, em busca de mais organização, eles cruzam a fronteira obscura para chegar a  uma organização conduzida por jovens. (Rocha 2006).

A troca de informações é o próximo passo natural, com outras organizações lideradas por jovens trabalhando em diferentes matérias, mas ainda com o papel complementar para juntar laços mais fortes de ações coletivas. É importante mencionar que todo esse processo observado é seguido por dois processos transversais, o desenvolvimento de suas agendas políticas em prol da sociedade e o fortalecimento de sua construção de capacidade técnica para agir sobre a sociedade com eficiência e resultados concretos. Todavia, com uma agenda política bem clara e capacidade técnica para ação; normalmente os atores liderados por jovens ainda se concentram em provocar mudanças em suas comunidades de origem, como um passo para o seu próprio fortalecimento. Uma boa estratégia na qual a fundação particular pode ajudar esse processo jovem é através do apoio a fóruns juvenis, que normalmente são definidos com espaços liderados por jovens para discutir os aspectos políticos das sociedades e comunidades onde moram, onde a juventude pode agir para exercer mais influência para o bem de toda a comunidade/sociedade. Os fóruns juvenis podem agrupar todos os tipos de atores jovens, de indivíduos a movimentos, para que eles discutam suas agendas em relação à sociedade. De forma complementar, eles também podem dar início ao processo de associativismo jovem espontâneo, onde há uma falta disso. Por fim, também consegue atingir alguns resultados desejados desse processo conduzido por jovens: delegação de poder dos jovens, participação dos jovens e uma agenda focada no jovem para o desenvolvimento das comunidades locais.

No meu ponto de vista, isso pode representar uma forma muito mais legítima, efetiva e apropriada de juntar juventude e desenvolvimento, porque sua fonte principal de ação recai na inquietação de atores jovens que usam sua agência para trazer renovação à sociedade civil como um todo; além disso, é um processo espontâneo que contribui para o desenvolvimento político e técnico de todos os envolvidos, como um exercício real de cidadania e atitude política em relação à sociedade. Além disso, baseia-se na ação coletiva e tem como objetivo as ações de movimento social, um força necessária para os controles entre as sociedades e governos.  Por fim, mas não menos importante, representa a forma legítima e com poder de que a juventude pode participar na sociedade, ajudando a quebrar círculos viciosos que duram por gerações na América Latina (Morán e Aldaz-Carroll 2001; Morán 2004), desde a velha e conhecida pobreza e lacunas de desigualdade até os novos fenômenos de apatia política e desencanto.

Mas isso não é suficiente. Sozinha, a juventude não pode ser cobrada a solucionar os problemas da sociedade devido a sua condição transitória única. As parcerias são fortemente necessárias, principalmente aquelas intergeracionais; de outra forma, os conflitos indesejáveis podem surgir. Por outro lado, parcerias intergeracionais têm sido muito mais propostas por atores que não são conduzidos por jovens, de acordo com sua agenda, normalmente objetivando a juventude. Por outro lado, os conflitos tornam-se o resultado indesejável deste relacionamento, quando há pouco espaço para que os atores liderados por jovens continuem com sua agenda objetivando a sociedade. Para evitar isso, e para construir uma confiança maior dos jovens em relação aos atores não-jovens, podemos tentar construir mais parcerias baseadas em agendas juvenis. No final, o equilíbrio entre as duas agendas é preciso e necessário, mas agora é hora de equilibrar esta equação [imagem 6], e os atores não-jovens tem um papel decisivo nisso.

Pelo lado dos atores liderados atores liderados pela juventude, caso desejem provocar uma mudança estrutural real in sua sociedade, eles certamente precisarão trabalhar em parceria com atores não liderados pela juventude. Estou bastante certo que você já ouviu o famoso ditado popular “pense globalmente, aja localmente”. A juventude me comprovou ser seu pode natural, legítimo e exclusivo inverter esta equação. De local para global, de micro para macro; atores liderados pela juventude podem contribuir para transformar isso em algo como pense localmente, aja globalmente. Para isso, atores liderados pela juventude devem usar seu associativismo espontâneo, juntamente com o trabalho com a comunidade e com fóruns da juventude para criar pactos intergeracionais locais proposto por atores liderados pela juventude, para exercer influencia sobre estruturas micro e macro, onde quer que se encontrem as principais causas raiz dos problemas de sua comunidade local, e criar um presente novo e sustentável [imagem 7].

De volta ao papel da fundações privadas, acredito que devido a suas condições de serem organizações servidoras, mais independentes e autônomas, um fundação privada que aborda o desenvolvimento deve prestar séria atenção ao papel desafiador da juventude para o desenvolvimento e para o contexto específico das políticas da juventude. Conseqüentemente, elas devem ajudar as comunidades a engajar a juventude nos processos de desenvolvimento local sustentável, e, além disso, devem também ajudar a juventude a engajar suas comunidades nesses processos. Por conseguinte, este equilíbrio de papeis pode culminar em parcerias intergeracionais distintas e de longo prazo entre estes atores únicos, uma fundação servidora e autônoma and e juventude com poder delegado, em cooperação com o futuro sustentável de suas comunidades. Além disso, em função dos inúmero governos progressistas no poder nos estados do nordeste Brasileiro após as eleições gerais de outubro de 2006, parece haver um a momento político positive que, a primeira vista, parece estar abrindo espaço para que seja superada politicamente a condição de jovem como um grupo meta para atores sociais reais (UFF 2006a, 2006b). naturalmente, o tempo nos dirá, mas qualquer ajuda de fundações privadas independentes será de grande importância para disparar isso, através do apoio ao associativismo da juventude e ao desenvolvimento local. Como um todo, acredito que estas são condições essenciais para interromper nosso ciclo geracional de pobreza na América Latina.

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